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Componentes da apitoxina

- Enzimas
- Polipeptídeos
- Componentes nos peptídeos de baixo peso molecular
- Outros componentes

Enzimas

Fosfolipase A2

A fosfolipase A2 atua sobre a bi-capa fosfolipídica das membranas celulares, criando poros nas membranas celulares para uma ação intracelular do veneno. Em alguns tecidos do corpo humano saudável, a fosfolipasa A2 contribui para a renovação das membranas celulares, como os fosfogliceridios debilitados da estrutura da bi-capa que são substituídos por novas moléculas sintetizadas pela própria célula. Relata-se que a fosfolipasa A2 tem uma afinidade especial pelas membranas de células tumorígenas e sobre os lipídios que integram os vírus (ação antiviral).

Fosfolipase B

Tem uma ação similar à fosfolipasa A2, mas menos ativa.

Hialuronidasa

Esta enzima catalisa a hidrólise do ácido hialurônico, que é o "cimento" que une as células e os tecidos do organismo. Isto permite a difusão das demais frações do veneno.

Fosfomonoesterase ácida

Também conhecida como fosfatasa ácida é a parte alérgica do veneno das abelhas.

Polipeptídeos

Melitina

Tem ação intracelular e tem dois principais efeitos:

- Inibe a síntese das interleuquinas I e II nos macrófagos e linfócitos T, atuando como um imunossupressor local, abrangendo apenas um pequeno raio em torno da picada.

- Estimula a síntese de cortisol nas glândulas suprarrenais atuando via corrente sanguínea produzindo uma cascata hormonal que envolve a hipófise e a elevação dos neurotransmissores no cérebro.

Melitina F ou promelitina

Não tem efeito conhecido e somente é um precursor da melitina nas abelhas recém- nascidas.

Apamina

Em grandes quantidades tem uma ação neurotóxica de ação central e periférica. Esta ação se manifesta quando cem ou mais abelhas atacam uma pessoa ou animal. Em quantidades de nanogramas tem uma ação analgésica porque bloqueia os canais de cálcio dependentes de K+ que são os responsáveis pela repolarização das membranas na condução elétrica nos axônios neurais.

Peptídeo 401 (MCD)

Ação anti-inflamatória

Inibe a catálise da cicloxigenase 1 (COX 1) que transforma o ácido araquidônico em prostaglandinas, iniciadoras dos processos inflamatórios. A COX 1 é a enzima que se ativa nos neutrófilos - primeira linha de defesa do sistema imunológico.

Também se lhe atribui uma ação hipotensora e a de incrementar a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

Adolapina

Postula-se que possui um mecanismo central envolvido na atividade analgésica pela liberação de endorfinas, poderosos agentes endógenos analgésicos.

Também se pensa que tem uma ação anti-inflamatória inibindo a COX 2, enzima que existe nas plaquetas humanas.

Tertiapina

Tem uma ação anti-inflamatória similar ao peptídeo 401, mas muito inferior.

Cardiopep (Peptídeo cardioativo)

Alguns resultados asseguram que restaura o ritmo cardíaco em arritmias cardíacas, sem perdas significativas da pressão arterial, pressão venosa central ou atividade cortical. Esta propriedade cardioestimulante não está completamente confirmada.

Minimisa

Não foram encontrados resultados em humanos. Somente foram feitos experimentos em insetos e constatou-se que inibe o crescimento produzindo insetos em miniatura.

Procamina A e B

Não foram encontradas ações terapêuticas em humanos.

Componentes dos péptidos de baixo peso molecular

Histamina

É um dilatador dos vasos sanguíneos e permite a dispersão do veneno na área da picada. Contribui para a penetração do veneno da mesma forma que a fosfolipasa A2 e a hialuronidasa.

Dopamina

Não foram encontradas ações terapêuticas em humanos.

Noradrenalina

Não foram encontradas ações terapêuticas em humanos.

Fonte: INSTITUTO LATINOAMERICANO DE APITERAPIA

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